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quarta-feira, 29 de julho de 2015

O discipulado na prática






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Se alguém decide seguir a Jesus em Seu modelo de desenvolver líderes, deve entender que discipulado não é uma estratégia para multiplicar o número de líderes do dia para a noite. É um processo onde você pacientemente investe sua vida na de seus discípulos. E devemos inculcar na vida dos discípulos esta mesma visão de multiplicar intencionalmente líderes por meio de uma relação pessoal centrada em Jesus e em Sua Palavra.

Você precisa ser o modelo perfeito para entrar numa relação de discipulado. Isto só é possível porque a perfeição de Cristo nos cobre, envolve-nos totalmente. Não somos perfeitos, mas a perfeição de Cristo, a qual nós também buscamos, garante que seremos bem-sucedidos, tanto nós como nossos discípulos.

Devemos entender que é um compromisso de viver os valores assinalados anteriormente, e investir tempo. Não é um programa baseado somente em materiais impressos nem num currículo pré-estabelecido. Tanto o discipulador como o discípulo realizam seu avanço com sensibilidade e submissão à direção do Espírito Santo.





Extraído do Livro “Ide e Fazei Discípulos” – Abe Huber & Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2012.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Ser flexível e criativo

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Bible Study and PrayerDeus valoriza a flexibilidade e a criatividade, e nós precisamos fazer o mesmo. Duas impressões digitais nunca são iguais, nem duas células também o são. Todos nós usamos os mesmos princípios bíblicos, mas a maneira como eles operam varia de cultura para cultura, de igreja para igreja, de célula para célula.
Peça ao Senhor que lhe dê sabedoria para permanecer criativo no ministério de células. Surpreenda seus membros cada semana com algo novo e criativo, coisas interessantes e agradáveis que motivarão a todos. Cuidado para não ter uma mentalidade de forma de bolo, bitolada, querendo que tudo saia quadradinho ou redondinho. Rotina produz enfado, monotonia. Criatividade libera vida! (II Coríntios 3. 17-19).
Algumas igrejas tem apenas células gerais, sem grupos homogêneos. Isto é um erro. O correto é ter células de jovens, células de empresários, células de senhores, de senhoras, de pais e mães solteiros, de crianças, etc. Há igrejas que radicalizam em torno das células homogêneas: não aceitam, terminantemente, células heterogêneas. Maridos, mulheres e filhos têm que estar necessariamente separados, cada um numa célula só de homens, só de mulheres, só de meninos, só de meninas, e ainda de acordo com a sua idade.
Deve haver flexibilidade para que na mesma igreja coexistam células homogêneas e células heterogêneas. Os casais podem congregar juntos se esse for o seu desejo, assim como existem jovens solteiros que se sentem melhor numa célula de adultos com vários casais. Relacionamentos, afinidades, vinculações são mais importantes do que a estratificação etária e de gênero que valorizamos. As pessoas precisam ser bem cuidadas, conquistadas para esse ou aquele desafio, e não empurradas para fazer o que não gostam ou não entendem direito.
Precisamos de odre novos para o vinho novo. Mas Jesus nunca disse que existe um tamanho ou um formato correto de odre, fora do qual tudo o mais não serve. Devemos usar qualquer odre que seja necessário e útil para que o vinho novo produza crescimento e maturidade.
3D Livro TLC

Extraído do Livro “Treinamento de Líderes de Células” – Abe Huber & Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2010.
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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Conselhos Práticos para uma Célula bem-sucedida



conselhosNão basta implantar células na igreja. Não basta aplicar um programa bonito ou tentar reproduzir os valores e técnicas que deram certo na experiência de outros. Por outro lado, as experiências de outros têm muito a nos ensinar; algumas vezes nos dizendo mais “o que não fazer” do que propriamente “o que fazer”.
O sucesso das células depende de um conjunto de fatores. São fatores humanos, fatores divinos e fatores organizacionais. Todos eles, operando juntos, garantem que as células cumpram os propósitos para as quais Deus e a igreja os projetaram.
O que se segue são princípios testados e retestados nos pequenos grupos de centenas de igrejas praticantes do MDA pelo Brasil inteiro. Não somente as igrejas do MDA, mas toda boa igreja celular os pratica com sucesso. Pratique-os e veja a diferença nos seus discípulos, nas suas células e na igreja toda.
1 | LOCAL DE REUNIÃO AGRADÁVEL E ACOLHEDOR
Isto deve começar pelos moradores da própria casa, que devem ser os primeiros a acolher bem todo mundo. Os bancos ou cadeiras devem ser confortáveis e dispostos em círculo, de maneira que todos possam se olhar de frente. Deve haver boa iluminação, nem fraca nem excessiva. Evite ambientes de muita circulação de pessoas, como comércio, corredores, televisão ligada em cômodos vizinhos, etc…
2 | A DISPOSIÇÃO DAS CADEIRAS É IMPORTANTE
Para as reuniões, coloque as cadeiras em círculo. Fica mais fácil e prático para todos participarem. Além de dar um maior senso de intimidade, a comunicação olho no olho fica mais viável. Quando colocadas umas atrás das outras, numa disposição em que os membros ficam olhando para a nuca dos outros, cria-se um senso formal de auditório, de “igrejinha”.
3 | AS OFERTAS DEVEM SER ENCAMINHADAS PARA A IGREJA
O que recomendamos é que as ofertas sejam cuidadas pelo tesoureiro ou secretário da célula, que pode ser um dos auxiliares ou um membro responsável, encarregado dessa função. No final da reunião, o tesoureiro, com mais alguém, que pode ser o líder, conta as ofertas e coloca-as no envelope apropriado, escrevendo nele o valor, a data e assinando. É importante dizer para a célula toda qual foi o valor. O líder deve entregar esse envelope na próxima reunião da igreja, ou diretamente na tesouraria da igreja durante a semana, ou como for a política adotada por sua liderança. A célula não deve criar um “orçamento” particular e utilizar seu próprio dinheiro; ela é parte da igreja, e deve agir como tal em todos os sentidos.
4 | A CÉLULA NÃO DEVE TER UM PÚLPITO OU CÁTEDRA HOMILÉTICA
Num grupo pequeno não há pregação formal; não é um culto público. O propósito é que todos desenvolvam algum ministério que edifique os demais. Pode ser oração, exortação, consolação, conselho, correção, ensino ou qualquer outro tipo de ajuda. Mesmo as crianças podem compartilhar, de alguma maneira. Podem apresentar um cântico ou um versículo, ao final, por exemplo, ou um teatrinho… O Espírito Santo lhe ajudará a mobilizar todo o corpo de crentes. O líder é um facilitador, aquele que monitora a discussão e a participação dos membros, não um mestre de oratória.
5 | A CÉLULA NÃO DEVE ENCORAJAR MINISTRAÇÕES DE PRELETORES DE FORA
Muitos ministérios de células já foram vítimas dessa cilada, e alguns chegaram a sofrer danos terríveis. NÃO permita que pregadores de fora, desconhecidos ou sem cobertura, tenham influência sobre a reunião. Há muita gente que quer um palco para suas ideias. O líder da célula deve conduzir a reunião com isto em mente. Ele deve ser educado e polido com todos que visitam a célula, mas não deixá-los impor suas ideias e opiniões sobre o grupo todo. Para tanto, contamos com a sábia direção do Espírito Santo e o conselho de nossos supervisores.
6 | NÃO PERMITA CONVERSAS DE NEGÓCIOS NAS REUNIÕES DA CÉLULA
Sempre há aqueles que querem usar as reuniões para seus próprios propósitos, e isto não pode ser permitido. Alguns querem comprar ou vender alguma coisa, fazer pesquisa de preços, discutir aluguéis ou mensalidades, planos de saúde, Avon, Herbalife, Forever, ou promoções vantajosas. Os interessados, levando-se em conta que alguém na célula pode ajudar outro nesses assuntos, devem marcar um tempo para isso fora da célula, ou conversar no período de socialização que se segue ao final da reunião.
7 | ATENÇÃO ESPECIAL AOS NOVOS MEMBROS OU VISITANTES
O líder e os membros devem fazer questão de que cada pessoa que está vindo para a reunião da célula receba atenção especial, de acordo com suas necessidades, e também envolvê-la em algum ministério, quando for o caso.
8 | DEVE-SE PRESTAR ATENÇÃO ESPECIAL AOS CONFLITOS INTERPESSOAIS
Não permitir que conflitos sejam prolongados, e assegurar-se de que os membros que estão se desentendendo sejam reconciliados em amor. Garantir, a todo custo, que as fofocas e ressentimentos nem sequer se aproximem do grupo, mas, se acontecer, resolver o mais rápido possível, com amor e firmeza.
9 | TER REUNIÕES DE ORAÇÃO E INTERCESSÃO
Um dos momentos em que esta reunião pode ser feita é nos trinta minutos que antecedem o início da reunião, no próprio local. Porém, aconselha-se que a célula tenha uma reunião específica de oração, em horário diferente que a reunião da célula. Seja feito de acordo com a realidade e as configurações de cada grupo. Muito mais do que o planejamento e o carisma dos líderes, é a oração que faz toda a diferença.
10 | FAZER QUESTÃO DE QUE TODAS AS FAMÍLIAS PARTICIPEM DAS CÉLULAS
O alvo de Deus é alcançar famílias inteiras, onde todos os seus membros sejam discípulos fiéis do Senhor Jesus. Assim, a partir da célula, devemos lutar para ver nossa comunidade se tornar cada lar uma igreja, cada pessoa um discípulo, cada discípulo um líder reprodutivo. Não apenas as mulheres e as crianças sendo ganhos, mas os pais e os maridos, como cabeças responsáveis de seus lares.
11 | LEMBRAR-SE DE CELEBRAR CADA ANIVERSÁRIO E EVENTOS ESPECIAIS DAS FAMÍLIAS
Datas de nascimento, aniversário de casamento, bodas de prata, bodas de ouro, etc. Façam uma surpresa, cantem parabéns, soprem velinhas e partam um bolo. É um bom momento para convidar parentes e amigos não crentes do aniversariante. E aquele homenageado vai ficar cada vez mais firme com Jesus e mais comprometido com o grupo.
12 | DELEGAR RESPONSABILIDADES O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL
É assim que novos líderes são formados com qualidade e segurança. Outros devem compartilhar as responsabilidades de liderar a célula e cuidar das pessoas. O ideal é que alguns deles amadureçam até que possam liderar suas próprias células, e também multiplicá-las segundo o mesmo código. Desta forma, a igreja cresce de uma maneira ordenada.
Além dessas, há várias outras atividades importantes que devem ser praticadas na célula, como a realização da Santa Ceia, almoços de confraternizações, retiros, mutirões de evangelização, vigílias, visitas a hospitais, presídios, asilos, etc… Como o Espírito Santo é criativo e dinâmico, Ele dará a sabedoria e a direção correta para que cada igreja e cada célula definam a ordem e a maneira como implementar essas e outras ferramentas para o crescimento qualitativo e quantitativo da célula, e da igreja toda, por extensão.
Revista MDA

Extraído da Revista MDA, Ano 1 – N° 01/2013 – Texto adaptado do Livro Treinamento de Líderes de Células – Abe Huber & Ivanildo Gomes, Editora Premius, 2010.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Andar em aliança e fidelidade



Veja Principios para uma celula bem sucedida -> http://adf.ly/10726565/conselhos-prticos-para-uma-clula 

02_12_2013_11_38_6d724cbbabc18f8d7b1317bf6419d2ffÉ certo que todo discipulador deve estar disposto a perder na relação; é um desconforto para todo aquele que só entra nesse compromisso por uma decisão de servir o Reino apenas na formação de crentes maduros. É impossível entrar na prática do discipulado sem uma alta dose de revelação e decisão em abraçar o Princípio da Cruz. Exitem discípulos que não tem entendimento de que a fidelidade no compromisso é um dos principais traços do caráter. São volúveis, vivem de festa, e do mesmo jeito tempestuosos que chegam, se vão. Entram na nossa intimidade, usam-na e traem o compromisso com a mesma fidelidade com que estabelecem o vínculo. Desqualificam-se a si mesmo diante da Igreja e de Deus, são libélulas crentes: cada dia num lugar diferente. Esse é o traço que caracterizou Judas. Quando, finalmente, Jesus mostrou suas fraquezas, na ocasião do lava-pés, ele o abandonou, quebrando o vínculo. Os demais discípulos não quebraram a aliança; ele sim.
A trajetória normal de todo vínculo de discipulado é um dar-se a conhecer progressivo ao discipulador. Se antes havia idealização, agora o padrão é a realidade. Discípulos carnais como Judas, que desejam ser super-homens, quando percebem os primeiros traços de humanidade, quebram os vínculos e abandonam a relação, ignorando que é nesse exato momento em que se dá a hora crucial do vínculo. É nesse contexto que mostramos nosso caráter à fidelidade ou à carnalidade. É fácil servir aos fortes; mas é renúncia e maturidade tomar a mão de uma pessoa maior que eu, que despojou da sua posição, conforto e segurança para fazer-se igual e honrá-la, porque escolheu ser o menor. Foi o que o Pai fez em relação a Jesus. Um discípulo deve ser fiel e honrar ao discipulador que se humilha. Este é o espírito da Cruz.
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Extraído do Livro “Discipulado Fácil” – Elvis Oliveira, Editora Premius, 2010.
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Fazendo a unção do líder


samuel-unge-daviA consagração do novo líder não é uma regra que tenha de ser seguida à risca, porém é algo motivador e tem fundamento bíblico, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Por exemplo, em Números 11. 16-17, lemos:
“Disse o SENHOR a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes serem anciãos e superintendentes do povo; e os trarás perante a tenda da congregação, para que assistam ali contigo;tirarei do Espírito que está sobre ti e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que não a leves tu somente.”
Esta unidade de espírito é extremamente necessária para o trabalho de células, o que significa saber agregar valores. Nós sabemos que não é possível crescer no ministério sem bons cooperadores que tenham o mesmo espírito.
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Extraído do Livro “As quatro colunas do MDA” – Rone Feijão, MDA Publicações, 2014.
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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Como proceder com as pessoas que se decidem por Jesus



famíliaQuando houver uma decisão por Jesus, é importante trabalhar a mentalidade das pessoas, falando sobre a necessidade que todos nós temos de procurar a renovação da mente, e de congregar em uma célula. Se todas as condições forem favoráveis, o próprio GE pode tornar-se uma célula. Esse tipo de reunião transforma famílias inteiras pelo amor de Jesus e a atitude de irmãos carinhosos.
Procure envolver a todos de uma forma muito gostosa para que eles possam conhecer a igreja local e ir aos cultos de celebração.
Logo que cheguei em Fortaleza, começamos aos poucos a implantação da igreja. Naquele tempo ainda não tínhamos tantas pessoas para cuidar. Então, eu e minha família começamos vários Grupos de Evangelismo durante a semana, e foi um grande sucesso. Ganhamos muitas pessoas para Jesus e transformamos alguns desses Grupos de Evangelismo em células.
Um dos Grupos de Evangelismo que transformamos em célula era bem distante, em outra cidade, localizada a 40 km de Fortaleza. Toda semana, às sextas-feiras à noite assim que as crianças chegavam da escola, saíamos com a família para essa cidade, a fim de fazer as reuniões. Apesar de já ter certa experiência com esse tipo de trabalho, eu não estava muito entusiasmado, pois não via uma solução para levá-los a congregar depois que se convertessem. Porém fui surpreendido por uma explosão de crescimento. Assim, depois de um tempo, convidei alguns discípulos para me ajudarem a discipular os novos convertidos. Foi daí que se originou a primeira Igreja da Paz fundada no interior do Ceará, na cidade de Horizonte, em 2008.
Como eu disse anteriormente, esse fenômeno acontece em todas as camadas sociais. Um exemplo disso é um empresário recém- convertido que queria evangelizar seus funcionários e veio me pedir ajuda. Propus-lhe que começássemos um Grupo de Evangelismo na sua empresa uma vez por semana, durante quatorze semanas. Ele concordou, e foi outro grande sucesso. Quase todos os funcionários que participavam daquela reunião entregaram suas vidas para Jesus.
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Extraído do Livro “Grupo de Evangelismo: A Plataforma para o Crescimento da Igreja” – Rone Feijão, MDA Publicações, 2012.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Devemos passar tempo de qualidade juntos



stock-footage-old-man-teaching-his-elderly-friends-to-use-a-new-tablet-pc-in-a-park-of-romeGastem tempo juntos. Certo pastor, cujo ministério tem sido caracterizado pelo desenvolvimento de líderes, disse que não faz nada sozinho no ministério. Se ele visita um enfermo, se vai ministrar numa igreja, mesmo quando vai ao banco, sempre trata de ir acompanhado de algum outro homem em que ele está investindo tempo e esforço. Talvez o papel mais importante do discipulador seja o de ser modelo para o discípulo.
Elias levou tanto Eliseu consigo para todo lugar que, mesmo depois de ser arrebatado na carruagem de fogo, seu ministério continuou. Continuou com o mesmo caráter, mesmas virtudes, mesma seriedade, mesmo impacto e mesma aprovação diante de Deus. Na verdade, foi até maior, pois, como Eliseu mesmo pediu, recebeu porção dobrada do espírito de Elias.
 
3D Livro - Ide e Fazei Discipulos
Extraído do Livro “Ide e Fazei Discípulos” – Abe Huber & Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2012.
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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Relacionamentos Que Transformam



Relacionamentos são chaves em nossa vida. Nossa história é a história de nossos relacionamentos. A sua vida depende das pessoas que você permite ao seu derredor. As pessoas ao seu redor vão determinar as experiências que você terá em Deus. As pessoas ao seu redor vão alimentar força ou fraqueza em você. Os relacionamentos nunca são neutros em sua vida.
 
 O seu crescimento espiritual depende dos seus relacionamentos. Existem alguns tipos de relacionamentos que podem levá-lo para o vale em vez de ajudá-lo a escalar as montanhas de Deus.
 
Os relacionamentos são a chave da nossa vitória na guerra espiritual. Nós não fazemos guerra sozinho. Na batalha precisamos de alguém que vigie a nossa retaguarda. Você precisa de irmãos que possam guardá-lo, de irmãos que possam adverti-lo dos perigos do caminho.
 
 Quando Deus quer abençoar você ele coloca uma pessoa na sua vida. Quando Satanás quer destruir você, ele coloca uma pessoa em sua vida. Sabemos que a nossa guerra não é contra carne e sangue, mas contra principados e potestades, mas precisamos estar claros de que a porta por onde o inimigo vai entrar será um de nossos relacionamentos.
 
 Jacó, o picareta, sempre procura Labão, porque os dois falam a mesma língua e têm o mesmo jeito. Mas Maria, que era cheia do Espírito, sempre procura Isabel. E quando as duas se encontram algo dentro delas estremece pelo poder da unção de Deus. Quando Maria encontra Isabel a unção aumenta, mas quando Jacó se encontra com Labão a carne se fortalece. Anda com quem aumenta a sua unção e não com quem desperta a sua carne. Todos nós temos as duas coisas. Todos temos um pouco de Jacó e outro tanto de Maria. Todos nós crentes, como Maria, carregamos a Jesus em nosso espírito, mas como Jacó trazemos muitas heranças da nossa carne. Se procuramos Labão caímos, mas se vamos atrás de Isabel ficamos cheios do Espírito.

  Nossos relacionamentos falam de nossa condição espiritual. Se temos relacionamentos saudáveis então somos estimulados a avançar, mas se nossos relacionamentos nos puxam para baixo, então devemos renunciar a eles.

  Jesus disse: “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mt. 5:29). No mesmo princípio eu creio que ele nos diz: “se você tem um relacionamento que o leva ao pecado, arranca-o e lança-o fora, pois é melhor entrar no reino sozinho do que no inferno com muitas companhias. Se o seu namoro o leva ao pecado arranca-o e lança-o fora, pois é melhor ir para o céu solteiro do que para o inferno casado.” Sei que essa atitude radical pode chocá-lo, mas foi exatamente isso que Jesus disse. Precisamos ser radicais em nossos relacionamentos.

   Relacionamentos são chaves espirituais, por isso devemos ser radicais com eles. Relacionamentos espirituais devem ser alimentados e fortalecidos, mas amizades com gente rebelde e maledicente deve ser cortada, mesmo que tais pessoas se passem por irmãos.

  Os seus relacionamentos vão determinar força ou fraqueza em você. Então escolha bem aqueles que você aceita na sua intimidade. Bênçãos ou maldições vêm através de pessoas que permitimos ao nosso lado.

    Gostaria de mencionar alguns tipos de relacionamentos que você deve cortar da sua comunhão. Seja sábio e tenha discernimento espiritual.

1. O ponto de entrada favorito de satanás em sua vida, é sempre através de alguém próximo de você.
    Certamente o inimigo tentou atingir Jesus através do mar enfurecido e por meio do vento tempestuoso contra o barco. Mas a sua maneira preferida de atacar-nos é através de pessoas próximas de nós. Jesus disse que os inimigos seriam os de dentro da própria casa. “Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa” (Mt. 10:36).
    Satanás tentou atingir Jesus através de Pedro em Mateus 16 e depois através de Judas. Eles foram portas para o inimigo. Portanto, discernir essas portas de entrada é vital para o nosso crescimento espiritual. Nossa guerra é contra o diabo e seus demônios, mas sabemos que as pessoas se tornam portas para que ele possa nos atacar.
    Existem relacionamentos que podem levá-lo para o vale em vez de ajudá-lo a escalar as montanhas de Deus.

2. Você  sempre buscará amizades que resolvam seus problemas mais imediatos.
    Aquele que não o ajuda, inevitavelmente vai atrapalhá-lo Não há neutralidade. Você precisa ter cuidado com pessoas que não lhe acrescentam coisa alguma, mas que acabam por levá-lo a perder coisas. Sempre se pergunte: “em que esta pessoa está contribuindo para melhorar a minha vida espiritual?” Se elas não fazem o melhor, vão acabar fazendo o pior.
    Não há  relacionamento neutro. Nossos relacionamentos são estabelecidos por causa de interesses. Todos os nossos relacionamento de alguma forma nos influenciam.
    Cada relacionamento em sua vida é uma corrente movendo você em direção a seus sonhos ou para longe dele.

3. Cuidado com aquele que tenta sabotar a visão de Deus para a sua vida.
    Paulo advertiu os gálatas a respeito desse tipo de pessoa. “Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? Esta persuasão não vem daquele que vos chama. Um pouco de fermento leveda toda a massa” (Gl. 5:7-9). Houve alguém que os influenciou e certamente era alguém próximo.

  Deuteronômio 13:6,8 e 9 nos mostra que o maior risco de sedução vem daqueles que estão próximos de nós. “Se teu irmão, filho de tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a mulher do teu amor, ou teu amigo que amas como à tua alma te incitar em segredo, dizendo: Vamos e sirvamos a outros deuses(...),  não concordarás com ele, nem o ouvirás; não olharás com piedade, não o pouparás, nem o esconderás.” Quando se trata de sedução o inimigo sempre vai usar alguém próximo de nós. Isso parece lógico porque certamente não daríamos ouvido a um desconhecido.

  Como você pode perceber quando alguém está tentando sabotar a visão de Deus para a sua vida? Em primeiro lugar ele é alguém que se ressente de seu desejo de crescer e ser recompensado. O irmão de Davi ficou irritado com ele pelo seu desejo de enfrentar o gigante e receber a recompensa. “Então, falou Davi aos homens que estavam consigo, dizendo: Que farão àquele homem que ferir a este filisteu e tirar a afronta de sobre Israel? Quem é, pois, esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo? E o povo lhe repetiu as mesmas palavras, dizendo: Assim farão ao homem que o ferir. Ouvindo-o Eliabe, seu irmão mais velho, falar àqueles homens, acendeu-se-lhe a ira contra Davi, e disse: Por que desceste aqui? E a quem deixaste aquelas poucas ovelhas no deserto? Bem conheço a tua presunção e a tua maldade; desceste apenas para ver a peleja” (I Sm. 17:26-28).

   Em segundo lugar ele é alguém que fica infeliz com o seu progresso. Certamente é mais fácil chorar com os que choram do que rir com os que riem. Os conselhos de tais pessoas são para desanimar e não para motivar a avançar. “Então, as gentes da terra desanimaram o povo de Judá, inquietando-o no edificar; alugaram contra eles conselheiros para frustrarem o seu plano, todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até ao reinado de Dario, rei da Pérsia” (Ed. 4:4-5).

  Uma terceira característica é que eles sempre procuram destacar uma fraqueza que Deus está tentando remover da sua vida. Dalila dizia querer conhecer o segredo da força, mas na verdade ela queria era expor a fraqueza.
 
 Aqueles que tentam sabotar a visão de Deus para a sua vida o fazem tentando diminuir a fé que Deus está colocando dentro de você. Deus pode estar desejando dar forma ao seu ministério. Sua visão pode estar explodindo, por isso o inimigo fará tudo para abortar esse sonho.

   Tais pessoas preferem discutir a respeito do seu passado do que ter uma visão de fé a respeito do seu futuro. Não devemos viver do passado. Precisamos aprender a esquecer. Mas há aqueles que estão sempre nos lembrando daquilo que o sangue de Jesus já apagou.

  As escrituras dizem: “Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço coisa nova, que está saindo à luz; porventura, não o percebeis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo” (Is. 43:18-19).

   A quarta característica desses sabotadores é que eles procuram sutilmente diminuir o seu temor de Deus e fazem com que tudo pareça normal e aceitável. Relacionamentos funcionam como lentes espirituais. Eles nos levam a ver as coisas de uma determinada ótica. Aqueles que diminuem o seu temor de Deus oferecem uma visão natural das coisas espirituais e faz com que o pecado se torne normal. Fuja desses. Ande com pessoas que o inspirem a ser mais íntimo de Deus.

4. Cuidado com aquele que diminui os seus sonhos
    Os dez espias foram usados para diminuir o sonho de Moisés de entrar em Canaã. Eles até conseguiram destruir o sonho do povo, mas não puderam contra Josué e Calebe.
 
 A multidão instruiu o cego a ficar quieto, mas se ele tivesse calado não teria recebido a cura que ele sonhava. “E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele cada vez gritava mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!” (Mc. 10:48).

  Aqueles que procuram diminuir nossos sonhos desejam na verdade destruí-los. E eles fazem isso de várias formas. Em primeiro lugar eles procuram diminuir o esplendor de suas vitórias. Colocam sempre as coisas em termos naturais, sempre dando uma explicação natural para os milagres de Deus.
    Em segundo lugar eles sempre riem de suas experiências espirituais. Em vez de tentarem receber de você eles até ridicularizam as mais profundas experiências pelas quais você passou.

  O valor de qualquer relacionamento pode ser medido por sua contribuição para as suas prioridades. Aquele que ri de suas experiência com Deus não sabe o valor das pérolas espirituais e também não o ajudará a avançar em Deus.

  Por isso vá para onde você é celebrado em vez de ir aonde você  é tolerado. O nosso lugar é onde somos celebrados. Vá para onde você é aceito incondicionalmente e não para onde você precisa ter dinheiro ou o carro do ano. Vá para onde eles festejam o seu aniversário e não para onde eles nem sequer se lembram do seu nome. Vá para a Casa de Deus onde você pode ser você mesmo e fuja daqueles lugares e daquelas pessoas que matam a sua espontaneidade e forçam você a usar máscaras para ser aceito.

5. Nunca discuta o seu problema com alguém incapaz de resolvê-lo
    Abrir a vida pessoal com alguém incapaz de ajudar-nos é como abrir os tesouros para um ladrão. Não somente é perda de tempo, mas um grande risco. Abra a sua vida com alguém espiritual, mas o mais prudente é ter um discipulador na igreja.
 
 O discipulador é alguém que poderá confrontá-lo naquilo que você não quer ver. Você não pode corrigir o que você se recusa a confrontar. Todos precisamos de dois tipos de pessoas: os amigos íntimos e aqueles mais distantes mas que podem falar em nossas vidas.

  Um amigo íntimo está apto a ver tudo em sua vida, mas normalmente ele é cego para aquilo que realmente o prejudica. Assim como acostumamos com sons e perfumes também nos acostumamos com defeitos. Quando convivemos com alguém passamos a não perceber seus defeitos. Isto é uma bênção pois sem isso seria impossível conviver com alguém no casamento, por exemplo. Também a amizade torna-se um fardo se estamos conscientes o tempo todo das debilidades e deficiências do outro.

   Toda intimidade produz uma certa cegueira. Por isso precisamos de alguém que possa falar em nossas vidas que não seja nosso amigo íntimo. Tais pessoas estão com os seus sentidos aguçados para nos ajudar. O problema é que normalmente não aceitamos que tais pessoas falem em nossas vidas justamente porque acreditamos que elas não são próximas o suficiente. Lembre-se que para ver melhor às vezes temos de tomar alguma distância. É um equívoco pensar que somente os mais próximos podem nos exortar, devemos estar abertos para sermos tratados por aqueles que são mais espirituais na vida da Igreja.

6. Relacionamentos corretos multiplicam a unção
    Relacionamentos adequados permitem que nossa unção e talento sejam aprimorados. Isso acontece porque o nosso crescimento espiritual depende de nossos relacionamentos.
    Se temos relacionamentos saudáveis então seremos estimulados a avançar, mas se nossos relacionamentos nos puxam para baixo é porque estão fora do padrão de Deus.
 
Provérbios nos ensina a respeito de amizades:
    Amigos são raros.
    “Algumas amizades não duram nada, mas um verdadeiro amigo é mais chegado que um irmão” (Pv. 18:24)
    Amigos não abandonam o barco no meio da crise.
 
 “Em todo tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv. 17:17).

  Amigos se dispõem a dar conselhos.

   “Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial” (Pv. 27:9).
    Amigos lhe dizem a verdade.

  “ Leais são as feridas feitas pelo que ama, porém os beijos de quem odeia são enganosos” (Pv. 27:6).
 
 Amigos estimulam você.
 
 “Como o ferro com o ferro se afia, assim, o homem, ao seu amigo” (Pv. 27:17).
 
 Amigos são fiéis a você
 
“O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos” (Pv. 16:28)

Sinais de um relacionamento sólido

-  O primeiro sinal é o prazer mútuo. Em relacionamentos saudáveis as pessoas passam tempo juntas apenas pelo prazer de estarem juntas. Você  tem prazer de estar na sua célula? Tem prazer de estar na vida da igreja? Se não há prazer o relacionamento definhará até acabar. Tenha, porém em mente que o prazer pode ser uma doce descoberta. Podemos a princípio achar que determinado irmão não é muito agradável, mas depois de conhecê-lo descobrimos o quanto ele é precioso e como é agradável a sua companhia.
   
-    O segundo sinal de um relacionamento sólido é o respeito. Quando você valoriza alguém você ganha respeito em troca. Verdadeiros relacionamentos estão baseados no respeito. A palavra respeito significa “consideração, deferência e acatamento”. Um dos problemas de nossa geração é a falta de respeito. Desrespeitamos uns aos outros e por isso mesmo colhemos as conseqüências de relacionamentos superficiais e alguns são até mesmo destruídos.
 
A base dos relacionamentos é o respeito e a consideração. Se não respeitamos ou consideramos alguém não podemos ter com ele um relacionamento sólido e gratificante. Aquele que não respeita o seu tempo também não vai acatar suas palavras. Quem não reconhece a sua unção certamente não vai receber de você. Quem não respeita os seus limites não pode ser seu amigo.

-  O terceiro sinal de um relacionamento sólido são as experiências compartilhadas. Uma ligação muito forte surge entre soldados no campo de batalha. Quando lutamos ao lado de alguém surge entre nós um verdadeiro compromisso. O mesmo acontece entre colegas de escola que estudam juntos por anos a fio e precisam se preparar juntos para as provas e passar pela mesmas pressões. Se desejamos que nossas células sejam fortes precisamos ter experiências comuns compartilhadas. Se juntos oramos pela multiplicação, juntos organizamos o encontro, juntos vencemos todas as dificuldades, então teremos uma história em comum, será a história de nossas experiências compartilhadas.

- O quarto sinal é a confiança. Sem confiança não nos relacionamos, pois a confiança é a base de qualquer relacionamento. Precisamos confiar que “leais são as feridas feitas pelo que ama” (Pv. 27:6).

- O quinto e último sinal é a reciprocidade. Relacionamento unilaterais simplesmente não prosperam. Reciprocidade é retribuir numa mesma medida. Se recebo uma grande quantidade de atenção e amor preciso retribuir na mesma medida. Esse é o adubo das melhores amizades.
    Sl 1:1-3

Pr Aluizio A Silva

terça-feira, 7 de julho de 2015

A visão de um discipulado muito profundo



coracaoÀ medida que o discipulador tem três níveis de discipulado bem definidos, ele tem que se conscientizar de uma forma: Há necessidade de investir muito tempo nos seus discípulos do Nível nº 01. Para que isto se torne realidade, é importante que ele tenha cuidado de não se exceder no número de discípulos a ponto de não poder dar muita atenção a cada um.
A convivência se torna algo muito precioso neste nível de discipulado. Ele deve praticar o “Fator Barnabé”, brincar, orar, comer, fazer visitas e aconselhamento junto com seus discípulos.
Os discípulos se tornam parte da Família do discipulador. A casa do discipulador também é deles. O discipulador os considera como filhos. Eles, por sua vez, o consideram como pai. O relacionamento se torna tão precioso que eles se tornam profundamente íntimos – confiando um no outro, e se defendendo mutuamente.
Além do discipulado um a um (MDA), é importante que o discipulador se reúna com seus discípulos do Nível Nº01 também em grupo. Como já foi mencionado aqui, este Grupo de Discipulado é chamado de GD.
Existe uma dinâmica no GD que se torna muito complementar no trabalho do discipulador com seus discípulos. Ao ouvir outros discípulos no GD “se abrirem” e contarem experiência, o discípulo é grandemente edificado. Às vezes, o discipulador tem algumas verdades, estratégias, ou mesmo avisos, que aplicam a todos os seus discípulos. Essas coisas podem ser relatadas no GD e assim, muito tempo é economizado. Desta forma, ele não tem que repetir a mesma coisa em cada reunião do MDA individual.
O GD, então, assim como o MDA, se torna indispensável em um discipulado profundo. Relacionamentos sólidos e duradouros são cultivados, e vidas realmente são transformadas. É impressionante como o discipulado funciona para lapidar a personalidade, mudar o caráter e trazer restauração permanente para o discípulo.
O ideal, então, é que o discipulador se reúna uma vez por semana no MDA (um a um) com seu discípulo, e uma vez por semana no GD (com todos os seus discípulos juntos). O GD, o MDA, e a convivência de “Família” são fatores que ajudam tremendamente quem estiver interessado em cultivar um discipulado profundo.
3D Livro Discipulado Facil

Extraído do Livro “Discipulado Fácil” – Elvis Oliveira, Editora Premius, 2010.
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