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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Em que temos falhado?

No corpo global de Cristo dos dias de hoje é raro encontrarmos verdadeiros ministérios de “multiplicação”. Muitos crescem mediante a adição, e algumas igrejas permanecem no mesmo nível, com a assistência até mesmo diminuindo em outras áreas.
Dados de 2009 mostram que 85%de mais de 350.000 igrejas nos Estados Unidos estão diminuindo em frequência ou se mantêm com a mesma quantidade de membros. 2/3 das igrejas estão crescendo porque as pessoas vêm de igrejas que estão mortas ou morrendo. Menos de 3% das igrejas nos Estados Unidos estão crescendo ou aumentando o número de novos convertidos.
No Brasil, milhares ou até milhões se convertem todos os anos. As igrejas até que enchem, mas falta um acompanhamento constante, um discipulado sério. Por conta disso temos muitas igrejas frágeis, superficiais, supersticiosas e sincréticas.
Jesus enfatizou com igual valor a evangelização e o discipulado. Falhamos quando enfatizamos somente um e não os dois. Ambos são inseparáveis.
3D Livro TLC
Extraído do Livro “Treinamento de Líderes de Células” – Abe Huber & Ivanildo Gomes, MDA Publicações, 2010.
Se deseja saber mais sobre o assunto, clique na imagem ao lado e adquira o livro.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Reproduzindo sucessores



Como escolher bons sucessores - Visão MDAÉ muito importante saber escolher em Deus os discípulos que se tornarão nossos sucessores. Na ânsia de multiplicar, a nossa tendência é investir em qualquer pessoa que aparece. Ou seja, caímos no engano de não buscar ao Senhor com o objetivo de achar os discípulos que Ele quer que reproduzamos.
É evidente que essa busca não é fácil, mas é preciso “entrar de cabeça”, encontrar e, depois, investir pesado nessa pessoa que acreditamos estar pronta para receber a unção que também nos foi dada por Deus. Às vezes, poderemos ficar frustrados por gastarmos muito tempo com alguns e os resultados demorarem a aparecer, mas temos quer ser perseverantes.
Sabemos que discipular, cuidar bem de todos é de suma importância, mas enfatizo: precisamos reproduzir o que temos recebido do Pai nas pessoas ou discípulos que se tornarão nossos sucessores; entretanto, não podemos nos precipitar, como a Bíblia alerta em 1 Timóteo 5.22: “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro”.
Também devemos estar preparados para os percalços durante esse processo, pois alguns daqueles em que nós investimento podem nos deixar, e aí ficaremos com sentimento de tempo perdido, de que investimos demais e não obtivemos retorno. Creio que isso não acontecerá com você, porém se vier a acontecer, lembre-se que Paulo também passou por isso, pois em 2 Timóteo 1.15, ele diz: “Estás ciente de que todos os da Ásia me abandonaram; dentre eles cito Fígelo e Hermógenes”.
Através da minha experiência como reprodutor de sucessores e para evitar mutilações no Corpo de Corpo, compartilho alguns segredos que devemos observar na escolha dos nossos sucessores, pois essa é umas das maiores virtudes. Primeiro, devemos depender do Espírito Santo nesse processo árduo e sempre orar para que o Senhor nos revele quem são esses homens e mulheres. Isso é indispensável!
O outro passo é observar dentre os seus liderados aqueles que são fiéis. Um bom líder é fiel na célula/igreja, à liderança, nos negócios, ao cônjuge, em tudo e a todos. Ele também precisa ser idôneo, o que significa que essa pessoa tem que ser capaz de exercer e dar continuidade ao trabalho herdado, ou seja, tem que ser hábil, competente e ensinável.
Ao identificarmos essa pessoa, com a ajuda do Espírito Santo, temos que trazê-la para perto de nós. E, a partir de então, passar a investir na sua vida: conversando, orando juntos e tendo momentos de comunhão, trazendo-a para comer à nossa mesa. Não podemos esquecer-nos de, aos poucos, delegar funções e explicar a importância de cada dessas responsabilidades; dessas forma, ela vai se aperfeiçoando para o cargo.
Com a plena convicção de que encontramos o sucessor, precisamos transferir a unção que recebemos de Deus:
  • Unção de reprodução: para que ele tenha discernimento espiritual para também formar sucessores;
  • Unção de ousadia é intrepidez para anunciar o Evangelho, como os apóstolos (Atos 4.31);
  • Unção de libertação para liberar tudo o que está sendo controlado pelo reino do mal;
  • Ungi-lo com óleo; profetizar sobre a vida dele um ministério frutífero e que ele faça
Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério” (1 Timóteo 4.14)
Que o Senhor nos dê discernimento na reprodução dos nossos sucessores.
CAPA_Revista_MDA_08b
Extraído da Revista MDA Ano II – Nº 06/2014 – Gildo Vasconcelos, discípulo do Pr. Abe Huber e acompanhado por ele desde 1982. Atualmente é pastor adjunto na Igreja da Paz Fortaleza (CE) e líder
Adquira a Revista MDA: assinatura@revistamda.co

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A Visão MDA

A Visão

A IGREJA EM CÉLULAS
A Igreja do Senhor Jesus tem experimentado uma mudança de paradigma ao redor do mundo. Essa mudança está acontecendo na visão, estrutura e funcionamento da Igreja Local: O resgate da prática da Igreja Primitiva de se reunir nos lares.
Por muitos anos, diversas igrejas têm promovido células ou grupos caseiros, porém apenas como mais um dentre muitos ministérios. A visão da igreja neo-testamentária, entretanto, era bem diferente. Na Igreja Primitiva, os cristãos se reuniam nos lares, não como uma opção, mas porque o coração da Igreja Local, como centro de suas atividades, estava nos seus lares.
Essa mudança de paradigma tem sido chamada, por alguns, de Segunda Reforma. A Primeira Reforma foi liderada por Martinho Lutero, ao levar a Igreja de volta às suas origens doutrinárias baseadas somente na Palavra de Deus. Essa Segunda Reforma está devolvendo a Igreja às suas estruturas originais, no sentido de restaurar a “Igreja no Lar” e colocar o ministério nas mãos do povo. Quando uma Igreja Local realmente passa por essa Segunda Reforma, os grupos nos lares (Células) se tornam o coração daquela igreja.
A IGREJA EM CÉLULAS NA VISÃO DO MDA
Todas as maiores igrejas locais do mundo já estão nesse novo modelo, promovido pela Segunda Reforma; todas são Igrejas em Células. Existem, porém, diversos modelos de Igrejas em Células.
O Modelo de Discipulado Apostólico (MDA) prioriza o discipulado um a um, mas também procura aproveitar as vantagens dos outros modelos.
Na visão do MDA, é possível à Igreja Local ganhar multidões para Jesus sem deixar de cuidar bem de cada cristão – é o modelo de discipulado um a um em ação.
Jesus, sendo o primeiro Apóstolo, demonstrou que o discipulado era um conjunto de fatores que abrangia convivência, o modelar do ministério, o investir nas pessoas uma a uma, o investimento em grupos de discipulado, orar juntos, congregar juntos, etc. Vemos, depois, os apóstolos e líderes da Igreja Primitiva seguindo esse modelo. Não há registro de que qualquer um deles teve doze discípulos. O número era obviamente flexível. A Bíblia deixa bem claro, porém, que o “Modelo Apostólico de Discipulado” que Jesus havia iniciado continuou. Barnabé foi atrás de Saulo (Paulo) e obviamente investiu muito na vida dele. Paulo investiu muito em Silas, Timóteo, Lucas, etc. A história diz que Pedro investiu muito em João Marcos, e assim por diante. Esse é o “Modelo de Discipulado Apostólico” (Mateus 28.18-20; II Timóteo 2.2).
O MDA abrange diversos fatores desenvolvidos na Igreja Local. Sem dúvida, o fator central do Modelo de Discipulado Apostólico é o discipulado um a um que todos na igreja recebem. Porém, este modelo (MDA) fala da visão geral de como cremos que a Igreja Local deve funcionar.
Temos aprendido muito com tantos excelentes modelos de Igrejas em Células, e queremos continuar aprendendo mais e mais com todo o Corpo de Cristo. Na Sua rica graça e misericórdia, Deus tem dado uma visão clara e nítida; uma visão que tem funcionado e produzido frutos permanentes; uma visão que tem a plena bênção e confirmação de nossa liderança: A Visão do MDA.
1 – O REINO DE DEUS
Jesus disse: “Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino…” (Mateus 6.33).
Deus está implantando o Seu Reino aqui na Terra e Ele tem deixado bem claro qual é a visão dEle para nós:


Deus havia dito para o homem: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra…” (Gênesis 1.28). Por quê? Porque Adão e Eva gozavam de perfeita comunhão com Deus e assim refletiam a glória de Deus perfeitamente. À medida que eles obedecessem a ordem de crescer e multiplicar, toda a terra ficaria cheia da glória de Deus, como as águas cobrem o mar.
O plano original de Deus nunca mudou. Mesmo que o homem natural, por causa do pecado, não reflita a glória de Deus, aquelas pessoas que já nasceram de novo verdadeiramente refletem a Sua glória. Então a ordem de Deus continua a mesma: “Eu quero o Meu Reino implantado sobre toda a terra e isto vai acontecer quando os meus filhos colocarem o Meu Reino em primeiro lugar, crescerem e se multiplicarem até que toda a terra esteja cheia de pessoas que reflitam a minha Glória”.
2 – A IGREJA DO SENHOR JESUS
Mas qual é o contexto em que nós devemos buscar o Reino de Deus? Na prática, como podemos fazer isso?
Jesus disse: “Eu edificarei a Minha Igreja…” (Mateus 16.18) e em outra ocasião Ele disse “quem comigo não ajunta, espalha…” (Mateus 12.30). Em outras palavras, o Reino de Deus aqui na Terra se manifesta e é centralizado na Igreja do Senhor Jesus:

A Igreja do Senhor Jesus é o coração do Reino de Deus.
3 – A IGREJA LOCAL
Posso saber, então, que verdadeiramente estou buscando o Reino de Deus se eu estiver trabalhando com Jesus na Edificação da Sua Igreja Mundial. Mas, como a Igreja Mundial do Senhor Jesus é edificada? Através da Igreja Local.
Se eu não estiver edificando a Igreja Local eu não estou edificando como eu deveria a Igreja Mundial do Senhor Jesus. A Bíblia fala muito mais acerca da Igreja Local do que da Igreja Mundial. Estamos trabalhando com Deus ou contra Deus? Talvez muitos não saibam disto, mas quem não está na visão da Igreja Local – ajudando a Igreja Local a crescer e multiplicar em quantidade e qualidade, está na realidade (mesmo que seja por omissão) trabalhando contra Deus. Isto é sério. Deus coloca máxima importância na Igreja Local porque a Igreja Local é o coração da Igreja do Senhor Jesus aqui na Terra.


O Apóstolo João, em Apocalipse 1.10-11, ouviu a voz do Senhor Jesus por trás dele. Mas quando virou para ver o Senhor Jesus, primeiramente ele viu sete candeeiros de ouro (Ap. 1.12), e só depois viu o Senhor Jesus (Ap. 1.13). Os sete candeeiros são as sete igrejas locais (Ap. 1.20). Creio que, simbolicamente, isto mostra que para termos plena revelação do Senhor Jesus, temos também que ter a visão da Igreja Local. Onde estava Jesus? “No meio dos sete candeeiros” (Ap. 1.13). No meio das Igrejas Locais. É impressionante a importância que Deus põe na Igreja Local.
4 – A CÉLULA
É muito importante que todos os cristãos da Igreja Local estejam congregando na célula, onde a vida do Corpo se encontra de forma sintetizada em todos os seus muitos aspectos, tais como: adoração, intercessão, evangelismo, integração, discipulado, treinamento de líderes, comunhão, assistência social, etc.
É necessário que essa célula esteja sempre aberta para receber novas pessoas. Como a célula do corpo humano, deve estar sempre crescendo, multiplicando e formando novas células. Esse tipo de célula resgata a “Igreja no Lar”, e por isso cremos ser importante que todos congreguem em uma célula deste tipo, pois acreditamos que foi assim que aconteceu na igreja neotestamentária. Para nós, a Célula é o Coração da Igreja Local.
Todas as nossas Células, heterogêneas e homogêneas, têm essas características, e todos os membros estão em um desses dois tipos de Células. A totalidade de nossas Células cresce, e elas se multiplicam em três áreas:
1) Verticalmente: os membros crescem em intimidade com Deus e multiplicam isso nas vidas dos seus discípulos.
2) Horizontalmente: os membros crescem em comunhão uns com os outros e multiplicam isso nas vidas dos seus discípulos.
3) Exteriormente: Os membros crescem numericamente ganhando novas pessoas para Jesus, discipulando essas pessoas e multiplicam esse código genético de evangelismo e discipulado nas vidas dos seus discípulos. A Célula cresce em número de membros e se multiplica, gerando assim novas Células.
É este tipo de Célula que é o verdadeiro coração da Igreja Local. Na igreja baseada em Células tudo acontece pela Célula, para a Célula, através da Célula e em função da Célula.


No gráfico acima podemos perceber que o coração do Reino de Deus é a Igreja Mundial do Senhor Jesus; o coração da Igreja Mundial é a Igreja Local; e o coração da Igreja Local é a Célula. Você pode perceber, então, que todo esforço cristão para implantar o Reino de Deus na terra deve resultar em priorizar, direta ou indiretamente a edificação de Células no contexto da Igreja Local. Agora, qual é o coração da Célula?
5 – O DISCIPULADO UM A UM
Jesus priorizou o discipulado na Sua vida aqui na Terra. Antes de escolher os seus discípulos Ele orou a noite toda (Lucas 6.12-13), e uma grande parte do seu tempo foi ocupado investindo na vida destes discípulos. Como Ele viajava horas e horas a pé, é bem provável que, enquanto estava caminhando com os discípulos naquelas estradas construídas pelo Império Romano, Ele aproveitasse bem o tempo discipulando. Quem já caminhou por muitas horas sabe que é difícil andar e falar com muitas pessoas ao mesmo tempo. Cremos que Jesus discipulava muito: 1) um a um; e 2) em grupo.
O Dr. Carl Horton, que já dormiu no Senhor, tinha o seu doutorado em “Crescimento da Igreja” pela Escola de Missões Mundiais do Seminário Teológico Fuller. Foi ele quem apresentou os resultados surpreendentes de uma pesquisa realizada com um grande número de líderes cristãos. Os quesitos avaliados na pesquisa eram concernentes à formação de líderes; como e onde foram treinados os líderes que estão tendo mais sucesso no Reino de Deus. A pesquisa demonstrou que:


  • 0% dos líderes foram produzidos pelo púlpito em reuniões públicas de ensino ou pregação;
  • 90% dos líderes foram gerados através do discipulado e mentoreamento pessoal, um a um.
  • 0% dos líderes foram produzidos em classes estruturadas, como Escola Dominical, cursos de Família Cristã, Guerreiros de Cristo, e outras mais;
  • 10% dos líderes foram gerados no discipulado em grupos pequenos;
Na nossa própria experiência, também temos visto que é muito bom discipular em grupos, mas nunca em substituição ao discipulado um a um. Sem dúvida, isto possibilita que o discipulado seja mais profundo, intenso, e específico.
É claro que, para haver esse tipo de discipulado os dois (discípulo e discipulador) devem ser do mesmo sexo. Também, alguém não pode estar discipulando outra pessoa se ele primeiramente não tiver discipulador. O discipulador tem compromisso total de não falar nada para pessoa alguma daquilo que o discípulo confidenciou, a não ser que obtenha primeiramente sua permissão.
Este discipulado deve acontecer no contexto da Célula, ou seja, o discipulador deve participar da mesma Célula do discípulo. O discipulado nunca deve ser manipulativo. O verdadeiro discipulado é para ajudar o discípulo a crescer.
Discipulado é proteção. Discipulado é crescimento. Seja transparente com o seu discipulador. Você ficará maravilhado como Deus vai usar seu discipulador para ajudá-lo a vencer o pecado, crescer espiritualmente, ser um ganhador de almas, e ser também um bom discipulador. “Confessai os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros para serdes curados” (Tiago 5.16).
Uma vez que você está sendo discipulado, é importante começar a orar e pedir a Deus que lhe mostre quem você deverá discipular. Quando você ganha alguém para Jesus, você tem que garantir que aquela pessoa seja bem discipulada. Normalmente é você quem deve discipular aquele novo convertido.
Jesus, antes ascender aos céus, nos deixou a Grande Comissão: “Ide, portanto, fazei discípulos…” (Mt. 28.19). Isto tem que ser priorizado, pois sem dúvida é um assunto de máxima importância. Na medida em que meditávamos na centralidade do discipulado, Deus nos revelou que o discipulado um a um é o coração da Célula. A esse relacionamento do discipulador com seu discípulo (total de duas pessoas) chamamos de uma microcélula. Como a ênfase central da Visão do Modelo do Discipulado Apostólico é o discipulado um a um, vimos que seria ideal usarmos a mesma sigla para identificar esta microcélula.
Então, como visão da Igreja Local temos:
MDA: Modelo de Discipulado Apostólico.
E como o nome da micro-célula de discipulado, também, temos:
MDA: Micro-célula de Discipulado Apostólico.
O discipulado, na microcélula, é feito um a um. Você poderá notar então que a microcélula tem o total de duas pessoas: Discipulador e Discípulo. Cremos que o MDA é a menor representação da Igreja: a microcélula do Corpo de Cristo, “onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome…” (Mateus 18.20). É interessante notar que o contexto desta passagem se refere à Igreja Local.
O importante é que todos estejam debaixo da cobertura de um discipulador, e que todos estejam fazendo discípulos, porque, como já foi enfatizado, o discipulado é o coração da Célula. Em outras palavras: o MDA é o coração da Célula.

A Visão do MDA pede que cada cristão esteja inserido onde está a figura daquela pessoa no gráfico abaixo:


Na Visão do MDA cada cristão deve estar sendo e fazendo discípulos, participar de uma Célula, abraçar a visão da Igreja Local, buscar a Unidade da Igreja Mundial e colocar em primeiro lugar o reino de Deus.
Por: @VisaoMda

As Principais Funções da Célula


5 funçõesNessa série, dividida em 5 partes, estudaremos as funções principais da Célula. A cada semana uma nova função.
Apesar que a Célula tem muitas funções, queremos estudar cinco destas funções que na nossa opinião são indispensáveis na vida de uma Célula.
Elas são:
  1. Evangelismo e Integração
  2. Pastoreamento e Discipulado
  3. Comunhão
  4. Treinamento de Líderes
  5. Crescimento e Multiplicação


Evangelismo e Integração

Cremos que o Evangelismo ideal funciona naturalmente através da vida de cada cristão verdadeiramente cheio do Espírito Santo. Quem está cheio de Jesus vai atrair outros ao Senhor Jesus.
Agora, uma vez que a pessoa entregou a vida para Jesus, ela tem que ser cuidada e integrada na vida da igreja local. Quantas e quantas pessoas no nosso querido Brasil têm feito uma decisão pública de entregar suas vidas a Jesus, mas nunca se firmaram? Uma igreja que prega a Palavra de Deus na unção do Espírito Santo sempre atrai muitas pessoas a fazerem uma decisão de seguirem ao Senhor Jesus; onde, porém, estão essas pessoas? O problema é que muitas pessoas fazem uma decisão inicial – querem seguir o Senhor Jesus – porém ainda não foram integradas na igreja local. Assim sendo, elas se sentem “um peixe fora d’água”. Talvez elas ainda venham para mais um ou dois cultos na igreja, mas por não estarem integradas na vida da igreja, elas são mais suscetíveis às mentiras do Maligno e logo desaparecem.
Vou dizer algo que talvez possa lhe espantar, mas creio firmemente que é a verdade: Se a igreja local prega a Palavra de Deus na unção do Espírito Santo, é mais importante integrar alguém na vida da igreja, do que levá-lo a fazer uma decisão! Sabe por quê? Se ela somente fizer uma decisão, nós não sabemos se ela realmente teve revelação do novo nascimento; além do mais, é bem provável que nunca mais veremos aquela pessoa. Por outro lado, se ela realmente for integrada na vida da igreja, ela não vai querer sair da igreja – ela vai ficar voltando. Aí, mesmo que não fez decisão ainda, mais cedo ou mais tarde ela fará uma decisão e ela terá revelação do novo nascimento. Por quê? Porque ela vai se expor continuamente à pregação da Palavra de Deus e à unção do Espírito Santo!
A Célula serve como uma ponte de integração para dentro da igreja local. A pessoa não será mais um mero número na igreja, porque ela conhecerá intimamente as pessoas da Célula. Assim, ela não se sentirá como “peixe fora d’água” e sim como uma parte integral da igreja.
A. Podemos resumir esta parte dizendo que:
1. Temos que compreender que o mais importante é integrar alguém na igreja local.
2. O segredo de integrar alguém na igreja local é cultivar um relacionamento de amizade profunda.
3. O segredo de cultivar esta amizade profunda é através de eventos sociais, oficiais e extra-oficiais realizados pelos irmãos da Célula.
B. A Estratégia do “Fator Barnabé”
O espaço a seguir nos dá um exemplo bíblico de alguém que tinha a visão e prática da integração. Por causa do exemplo tão fantástico de Barnabé, nós chamamos está estratégia do “Fator Barnabé”.
1. Introdução: Bar – Filho
Nabé – Encorajamento (parakleessis) (parakletos – consolador) Atos 4.36
“Barnabé é chamado de um consolador ou encorajador” Bíblia Anotada.
2. Exemplo de Liberalidade: Atos 4. 36-37
a. A pessoa que realmente ajuda os outros não é egoísta nem com seu tempo, nem com sua folga, nem com seus bens.
b. Abnegado (pronto para renunciar o que é por direito seu para ajudar o reino de Deus!).
3. Exemplo de Integração de Novas Pessoas:
a. Os que não são tão bem aceitos (Atos 9.26-28).
b. Os que são “de fora” (pessoas novas) (Atos 11.19-24).
c. Os irmãos afastados ou problemáticos (Atos 11.25-26).
d. Os irmãos desacreditados (Atos 15. 37-39) (2 Tm 4.11, é útil para o ministério).
4. O Segredo de Barnabé: Atos 11.24
a. Cheio do Espírito Santo (quando seu tanque está cheio pode abastecer os outros).
b. Cheio de Fé (acreditar sempre no melhor das pessoas. Filipenses 1.6; Romanos 15.14)
c. Homem bom que atraía as pessoas.
  •  Fazendo visitas, encorajando (Atos 11.23)
  •  “Alegrou-se” (Atos11.23) Evento sociais juntos!!!- Ênfase de integrar novas pessoas!!- Novas pessoas serem centro de atenção.
  •  Não tenha vergonha de convidar e levar para Igreja Local (Atos11.26).

Extraído da Apostila “A Visão do MDA: O Coração da Igreja Local” – Pr. Abe Huber

10 Benefícios da Igreja Local


10 beneficiosPARABÉNS A VOCÊ QUE CONGREGA FIELMENTE numa boa igreja. Parabéns a você que se converteu há muito ou há pouco tempo, mas que continua firme nos caminhos do Senhor. O Senhor mesmo está lhe conduzindo pelas veredas da justiça.
É bem verdade que muitos crentes ainda não amadurecidos peregrinam de igreja em igreja, de culto em culto, semana após semana. Eles são bem-vindos em todos os lugares, são bem tratados, mas não criam raízes em nenhum lugar. Alguns vão atrás de poder, curas, pregadores famosos, bandas de louvor, artistas famosos de fora, e outras atrações do mundo gospel. Alguns dizem que pertencem ao Corpo de Cristo, e que Deus não gosta de placas denominacionais e divisões no Seu Corpo. Em nome da comunhão, justificam a falta de compromisso e de profundidade.
Apesar das situações acima descritas, existem alguns benefícios que a igreja local tem a oferecer, e que merecem destacadas considerações:
1. A Igreja Local oferece uma dieta equilibrada, planejada para a sua maturidade espiritual, construindo degrau sobre degrau e preceito sobre preceito, diferente de uma salada de frutas de diferentes coisas direcionadas para outras pessoas em lugar diferente e propósito diferente.
2. A Igreja Local oferece um ambiente de família, os irmãos que partilham a sua fé podem lhe cercar com amor e apoio em momentos bons e em momentos ruins.
3. Seu compromisso com a Igreja Local lhe dá acesso a um pastor que é comprometido com você quando você precisa de um amigo, um ouvido amigo e atento, conselho apropriado e oração. Além deste, numa igreja em células, como as do MDA, o membro terá seu discipulador, o líder de células e os supervisores a quem recorrer, sempre que necessário.
4. A Igreja Local busca uma visão alinhada com seus membros, a qual lhe capacita a ser parte de algo maior do que você mesmo, o que você jamais conseguiria sozinho.
5. A Igreja Local lhe oferece um ambiente onde você pode desenvolver seus talentos e contribuir para ver os frutos cada vez mais abundantes, tanto na sua vida como na de outros.
6. Se você não estiver fielmente comprometido com a Igreja Local, você poderá se achar sozinho em momentos de doenças, tragédia ou outras dificuldades. Não seja um crente sem teto!
7. Apesar de imperfeita, a Igreja Local é uma comunhão segura e compreensiva que vai estar do seu lado desde o berço até o túmulo.
8. Crianças que crescem numa Igreja Local podem vê-la passar por momentos bons e ruins, e aprendem a ser leais e estáveis, não importam as circunstâncias. Elas não fogem quando as coisas ficam difíceis ao seu redor!
9. Interagir com as mesmas pessoas na mesma igreja, o tempo todo, estimula a fé, refina o seu caráter e constrói confiança e respeito.
10. A Igreja Local é o Corpo de Cristo sobre a Terra, e esse Corpo é mais efetivo quando os membros estão bem conectados uns aos outros.
Quando estamos firmemente conectados à Igreja Local, estamos cumprindo o mandado de Cristo. Nada pode competir com a Igreja Local, no projeto do Reino de Deus. Cuidemos de edificá-la juntamente com Cristo, sempre, para que as portas do inferno nunca triunfem contra ela (Mateus 16.18).
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Extraído da Revista MDA, Ano 1 – N° 01/2013

O que é um Ge ?


  • PaisagemUm GE (Grupo de Evangelismo) é uma reunião periódica, programada, pré-definida, objetivando levar pessoas a Cristo de maneira informal e espontânea;
  • O GE pode ter duas (02) pessoas ou mais, sem um limite, contanto que haja um controle nas reuniões. Contanto que exista uma definição de tempo e atividade;
  • Qualquer cristão maduro, comprometido com Jesus e com a sua Igreja, e com a devida benção do seu discipulador e líder de Célula, poderá começar um GE;
  • O GE acontece em lugar e horário pré-definidos e tem início e fim programados, pois o objetivo é ganhar pessoas para Jesus;
  • Os GEs são mais breves e informais que o Culto de Celebração e a Célula;
  • Os GEs ajudam a criar vínculos de amizades e gerar fome e sede pela salvação em Cristo;
  • GEs são um ambiente menos eclesiástico e litúrgico, deixando a pessoa desarmada e mais à vontade para questionar e se expor à Palavra;
  • As pessoas do GE, que forem se convertendo aos poucos, podem ser inseridas numa Célula – normalmente a Célula onde congrega o líder do GE;
  • Diferentemente da multiplicação, o GE é outra ferramenta para dar origem a novas Células;
  • Quando muitas pessoas se convertem ao mesmo tempo, e aquele líder de GE preenche os requisitos para tornar-se líder de Célula, o GE pode converter-se automaticamente numa Célula;
  • Se depois de determinado tempo elas não se converterem, não faz sentido continuar evangelizando indefinidamente. Continue dando atenção para aquelas pessoas, mas não de uma maneira sistemática e insistente – procure formar novos GEs, com pessoas mais abertas e responsivas.
3D Livro GE - Pr Anildo

Extraído do Livro “GE: Guia Prático para Grupos de Evangelismo” – Anildo Lopes, Premius, 2013.

Ovelha Sadia Sempre Dá Cria

1Quem é que dá o leite para aquele cordeirinho recém-nascido? É o pastor das ovelhas? Imagine o pastor das ovelhas com mil mamadeirinhas tentando dar leite para todos os filhotes. Não é assim na criação natural. Quem é que sempre dá leite para as ovelhinhas? É a ovelha-mãe, que as gerou. Então, ovelha sadia sempre deve dar cria. Uma ovelha sadia sempre providencia o leite para a cria que ela gerou através do Espírito Santo.
Isto, que parece uma nova mentalidade, é a mentalidade bíblica correta. Ela é nova para aqueles que não a compreenderam durante a sua formação cristã inicial, e nova também para quem foi ensinado de outra maneira. A posição bíblica é colocar o ministério nas mãos do povo. A Bíblia diz que Deus quer que o Seu povo seja preparado para toda boa obra. Deus quer que você realmente saiba, pastor, equipar o seu povo, para que o seu povo faça a obra do ministério.
Frutos que permanecem
Para mim é muito gratificante ver o ministério continuando lá em Santarém, estando eu presente lá, ou não. Eu chego lá e fico surpreso ao ver mais e mais pessoas ganhando, ganhando almas. São as ovelhas sadias cumprindo o seu papel de cuidar bem das novas ovelhas. Elas estão ganhando novas pessoas para Jesus, crescendo em conhecimento, graça e serviço, para a glória do Senhor Jesus.
Existe uma reclamação de Deus bem pungente, em Ezequiel 34.6, que diz assim: “As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo o elevado outeiro; sim, as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a terra, sem haver quem as procure ou quem as busque.” Podemos ver aqui o coração de Deus gemendo e chorando por causa de suas ovelhas. São pessoas desviadas, que saíram da igreja, deixaram a comunhão do Corpo.
Alguns dizem que existem de 30 a 40 milhões de desviados no Brasil. Mas Deus não os descartou ainda, eu sei. Ele ainda os está chamando de Suas ovelhas. Ele está dizendo que alguém tem que ir atrás delas!
Por que Ele usa as palavras monte e elevado outeiro? É porque era nos montes e nos elevados outeiros que eram construídas as imagens de escultura, a idolatria da época. Por falta de cuidado pastoral as ovelhas ficavam desgarradas, longe do caminho e dos lugares seguros, afastadas do seu redil. Hoje não é muito diferente: existem ovelhas que estão longe da igreja, estão desgarradas, mas se você perguntar pela sua religião, elas dirão que são evangélicas.
Algumas nem dizem mais que são evangélicas, mas muitas outras continuam confessando a sua fé, mas não congregam mais, e dizem que vão buscar a Deus sozinhas, em suas casas. Isto acontece por que ninguém cuidou, ninguém foi atrás delas.
É preciso fechar a porta dos fundos
O coração de Deus chora porque não tem ninguém que busque as ovelhas desgarradas, não tem ninguém tentando resgatá-las dos precipícios. É muito triste quando somente o pastor ou a sua esposa têm de correr atrás dos perdidos e afastados.
Quando a igreja toda está equipada, treinada e motivada corretamente pelo pulsar do coração de Deus, ela vai correr atrás e resgatar os desviados, vai treinar bem seus membros, e todos vão cuidar bem dos novos convertidos. Quando toda a igreja está equipada, treinada e cumpre fielmente o seu papel, podemos dizer que fechamos a porta dos fundos.
Eu explico o que quero dizer com “porta dos fundos”. Existem muitas igrejas que ganham multidões e multidões, mas que também estão perdendo outras multidões. Esse fenômeno pode ser chamado de “igreja rodoviária” ou “igreja aeroporto”: está sempre cheia, mas as pessoas nunca são as mesmas. Existem aqueles fixos, que estão sempre lá: são os guardas, os funcionários das lojas de conveniência, os atendentes de balcão, mas a grande maioria é de passageiros. Estão a toda hora chegando e partindo. Algumas estão lá apenas “levando alguém”. Outros estão para “buscar alguém”.
Existem igrejas onde você vai e fica empolgado com o crescimento e a vibração, mas se voltar lá depois de dois anos, você percebe que ela ainda está grande, mas são pessoas totalmente diferentes. É a igreja rodoviária. Mas Deus não quer isso para Seu corpo. Deus quer que você possa fechar a porta dos fundos. Desta forma, você vai ficar ganhando e ganhando, cuidando bem, e crescendo, para a glória de Jesus.
Nós decidimos, muitos anos atrás, que íamos fechar a porta dos fundos. Mas a ideia não era somente fechar a porta dos fundos; nós íamos soldar a porta dos fundos. Decidimos colocar cadeado e isolar totalmente aquela rota de saída, para não perder nenhum, em nome de Jesus.
Manter o foco sempre
Eu sei que temos muito que aprender e crescer, mas não podemos baixar a guarda. O que Deus está fazendo é algo muito lindo, deixa-nos emocionados, mas ainda há bastante a ser feito. Tudo que temos e vemos acontecer ainda é só o começo daquilo que o Espírito Santo vai fazer em nossa vidas e ministérios. Nós vamos continuar a ganhar, vamos cuidar bem das pessoas, para a glória de Jesus.
É um desejo profundo do coração de Deus que ganhemos as multidões e que cuidemos bem delas, como é o desejo do Senhor Jesus, claramente expresso na Palavra. Quando nós já provamos, pela graça e pela Palavra de Deus, que é um dever de todo cristão pastorear, não podemos ficar de fora dessa tarefa. É verdade que nem todos têm um chamado para ser pastor com P maiúsculo, mas todos são chamados para pastorear, com p minúsculo.
Aprofundando um pouco mais este tema, como deve agir mesmo esse coração do bom pastor? A grande verdade é que esse coração deve bater no peito espiritual tanto daqueles que têm um chamado para pastorear com P maiúsculo, como daqueles que têm um chamado para pastorear com p minúsculo.
Pastor com p minúsculo é aquela pessoa que tem um chamado ministerial preponderante, como adoração, ensino, ação social, evangelismo, mas que ao mesmo tempo sabe que deve cuidar bem das ovelhas de Jesus. Em outras palavras, ele pode não ter sido chamado para ser pastor (P) como vocação principal, mas ainda assim ele deve apascentar, cuidar de pessoas, garantir que ninguém fique descuidado. Na nossa estrutura, o melhor lugar para fazer isto é na célula, no pequeno grupo.
O importante é entender que todos têm um chamado para apascentar as ovelhas de Jesus. Assim sendo, como podemos ter esse coração de bom pastor? Não existe melhor modelo do que aquele dado pelo próprio Senhor Jesus.
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Extraído do Livro “O coração do Bom Pastor: Lições para cuidar bem das ovelhas de Jesus” – Abe Huber, Editora Premius, 2012.
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